CHAPTER IV—THE CONVENT FROM THE POINT OF VIEW OF PRINCIPLES
CAPÍTULO 133 – LIVRO IV – O CONVENTO DO PONTO DE VISTA DOS PRINCÍPIOS
LIVRO IV – O CONVENTO DO PONTO DE VISTA DOS PRINCÍPIOS
Os homens reúnem-se e vivem em comunidades. Com que direito? Com o direito de associação.
Trancam-se em casa. Com que direito? Com o direito que todo homem tem de abrir ou fechar a sua porta.
Não saem. Com que direito? Com o direito de ir e vir, que implica o direito de permanecer em casa.
Ali, dentro de casa, o que fazem?
Falam em voz baixa; baixam os olhos; trabalham. Renunciam ao mundo, às cidades, às sensualidades, aos prazeres, às vaidades, ao orgulho, aos interesses. Vestem-se de lã grossa ou de linho grosseiro. Nenhum deles possui coisa alguma em seu próprio nome. Ao entrar ali, cada um que era rico se faz pobre. O que possui, dá a todos. Aquele que era chamado nobre, fidalgo e senhor, é igual àquele que era camponês. A cela é idêntica para todos. Todos sofrem a mesma tonsura, usam o mesmo hábito, comem o mesmo pão preto, dormem na mesma palha, morrem sobre as mesmas cinzas. A mesma sacola nas costas, a mesma corda na cintura. Se a decisão for andar descalço, todos andam descalços. Pode haver um príncipe entre eles; esse príncipe é a mesma sombra que os outros. Sem títulos. Até os nomes de família desapareceram. Só têm nomes próprios. Todos se curvam sob a igualdade dos nomes de batismo. Dissolveram a família carnal e constituíram, em sua comunidade, uma família espiritual. Não têm outros parentes senão todos os homens. Socorrem os pobres, cuidam dos doentes. Elegem aqueles a quem obedecem. Chamam-se uns aos outros de “meu irmão”.
Interrompe-me e exclama: “Mas esse é o convento ideal!”
Basta que seja o convento possível, para que eu tome nota dele.
Daí resulta que, no livro anterior, falei de um convento com acentos respeitosos. Posta de lado a Idade Média, posta de lado a Ásia, reservada a questão histórica e política, do ponto de vista puramente filosófico, fora das exigências da política militante, com a condição de que o mosteiro seja absolutamente voluntário e contenha apenas pessoas consentintes, considerarei sempre uma comunidade claustral com uma certa gravidade atenta e, em alguns aspectos, deferente.
Onde quer que haja uma comunidade, há uma comuna; onde há uma comuna, há direito. O mosteiro é o produto da fórmula: Igualdade, Fraternidade. Oh! como é grande a liberdade! E que esplêndida transfiguração! A liberdade basta para transformar o mosteiro numa república.
Continuemos.
Mas esses homens, ou essas mulheres que estão atrás dessas quatro paredes. Vestem-se de lã grossa, são iguais, chamam-se uns aos outros de irmãos, está bem; mas fazem mais alguma coisa?
Sim.
O quê?
Olham para as trevas, ajoelham-se e juntam as mãos.
O que significa isto?
“Stories of the world, in your language.”